└──●►O Peregrino! (livro)

Gravura de O Peregrino, publicada em 1778, mostra o peregrino adentrando o pequeno portão aberto por "Boa-vontade".

Gravura de O Peregrino, publicada em 1778, mostra o peregrino adentrando o pequeno portão aberto por “Boa-vontade”.

O jovem peregrino chamado simplesmente Cristão, atormentado pelo desejo de se ver livre do fardo pesado que carrega nas costas, segue sua jornada por um caminho estreito, indicado por um homem chamado Evangelista, pelo qual se pode alcançar a Cidade Celestial. Na narrativa, todas as personagens e lugares que o peregrino depara levam nomes de estereótipos (como: Hipocrisia, Boa-Vontade, Sr. Intérprete, gigante Desespero, A Cidade da Destruição, O Castelo das Dúvidas, etc.) consoante os seus estilos, características e personalidades.

No ínterim, surgem-lhe várias adversidades, nas quais ele padece sofrimentos, chegando a perder-se, ser torturado e quase afogar-se. Apesar de tudo, o protagonista mantém-se sempre sóbrio, encontrando auxílio no companheiro de viagem Fiel, um concidadão seu. Mais adiante na trama, Fiel é executado pelos infiéis da Feira das Vaidades que se opőem à busca dos dois peregrinos. Contudo, Cristão acha um outro companheiro, chamado Esperançoso, que mais tarde lhe salvará a vida, e eles seguem a dura jornada até chegarem ao destino almejado.

A obra é uma alegoria contada como fosse um sonho, voltando-se sempre a extrair dos eventos narrados alguns ensinamentos bíblicos de forma simbólica, nos moldes das parábolas bíblicas. John Bunyan também aí infere certos fatos históricos do seu tempo, como a perseguição aos protestantes, em especial aos da denominação do autor.

O Peregrino – A Viagem do Cristão da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial é um livro escrito por John Bunyan e publicado na Inglaterra em 1687.

Bunyan relata, no prefácio e no posfácio, que escreveu O Peregrino como uma forma de alerta aos perigos e vicissitudes enfrentados na vida religiosa por aquele que seguem os ensinamentos bíblicos e buscam um caminho de perfeição para alcançar a coroa da Vida Eterna, citada no livro do Apocalipse na Bíblia.

└──●►Mantenha o foco

Ter um foco significa saber as razões por que executamos a tarefa, no impedindo de enxergar a perseverança como castigo, e a constância passa a ser nossa amiga. Os nadadores que se preparam para disputar as grandes competições sabem que precisam de horas ininterruptas de treinamento, que dormirão e acordarão mais cedo.

Mas eles só vencem essas rotinas extenuantes porque contemplam subir no pódio como campeões.

o mesmo se aplica àqueles que desejam crescer espiritualmente. Em Hebreus 12.1-2, os cristãos são advertidos a deixar os impedimentos e o pecado que atrapalham a corrida espiritual rumo ao alvo da fé:

 

“PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”

Convém ressaltar o final do versículo 2: Jesus Cristo só suportou o sacrifício da cruz porque manteve o foco.

O Pai lhe acenou uma alegria que seria completa no dia em que ele, Jesus, contemplasse a seu lado as vidas resgatadas por seu sangue. Ao mantermos o foco, antecipamos o ponto a que queremos chegar, o porto em que atracaremos nosso barco; perante um alvo proposto, nos dispomos a uma série de disciplinas. Vislumbramos antecipadamente uma alegria e, em nome dela, derrotamos o tédio.

A busca de uma constância destituída de metas corre o risco de rapidamente se transformar em fanatismo. A essência do fanatismo, político, religioso ou militarista, nasce exatamente da perda de propósito. Qualquer atividade praticada habitualmente sem a consciência dos motivos que nos levam a praticá-la é fanatismo.